O escritor Augusto Cury ganhou espaço na corrida presidencial de 2026 e passou a ocupar o terceiro lugar.
O crescimento ocorre enquanto os dois principais candidatos recuam. Lula (PT) caiu de 41% para 39%, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) passou de 37% para 33%. Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, Renan Santos (Missão) 3% e Romeu Zema (Novo) 1%.
Cury passou a ter mais votos que Caiado, Renan Santos e Zema juntos, tornando-se o principal nome fora da polarização entre lulistas e bolsonaristas.
O avanço simultâneo no Nordeste e no
Sudeste é especialmente significativo porque Cury não está crescendo
apenas em uma área ideologicamente homogênea. O candidato do Avante
aparece com dois dígitos tanto no Nordeste lulista quanto no Sudeste,
onde a direita bolsonarista tem uma base eleitoral mais forte.
O desempenho chama atenção porque ocorre
tanto em uma região tradicionalmente favorável a Lula, como o Nordeste,
quanto em áreas do sul onde o eleitorado de direita é mais forte.
A pesquisa Atlas/Bloomberg apresenta um cenário diferente para a região, com Lula à frente de Flávio.
O avanço de Cury altera a disputa entre os
candidatos que tentam ocupar o espaço fora da polarização. Caiado
permanece com 5%, Renan Santos com 3% e Zema caiu para 1%.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Cury também avançou: passou de 1% para 8%.
A pesquisa indica, portanto, que Cury já
consegue retirar votos dos dois principais polos no primeiro turno, mas
boa parte de seu eleitorado ainda tende a migrar para Lula ou Flávio
caso a disputa chegue ao segundo turno.
O avanço de Cury ainda precisa ser confirmado pelos próximos levantamentos. Na pesquisa Atlas/Bloomberg.
O resultado reforça a possibilidade de uma
candidatura competitiva, mas ainda é cedo para afirmar que o
crescimento representa uma tendência consolidada.
Se Cury conseguir manter dois
dígitos nas próximas pesquisas, a eleição presidencial poderá deixar de
ser uma disputa concentrada apenas em Lula e Flávio Bolsonaro e ganhar
um terceiro protagonista com capacidade de influenciar diretamente o
resultado do primeiro turno.
A Atlas/Bloomberg ouviu 5.014 eleitores
entre 25 e 30 de agosto por recrutamento digital aleatório, com margem
de erro de um ponto e registro BR-07972/2026.
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