Pressão do Republicanos sobre Ratinho Junior pode fortalecer projeto de Rafael Greca
Os bastidores da sucessão estadual ganharam um novo capítulo com a entrada do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, na disputa política do Paraná. O dirigente cobra do governador Ratinho Junior o cumprimento do acordo que teria garantido apoio à candidatura de Alexandre Curi ao Senado em 2026.
A insatisfação surgiu após a filiação da jornalista Cristina Graeml ao PSD e as especulações sobre sua possível candidatura ao Senado. Para o Republicanos, a movimentação coloca em risco o espaço que teria sido reservado a Alexandre Curi na chapa majoritária.
Curi, que preside a Assembleia Legislativa e integra a base do governo, abriu mão da disputa ao Governo do Estado após a escolha do deputado federal Sandro Alex como pré-candidato governista ao Palácio Iguaçu. Agora, aliados do Republicanos defendem que o acordo seja mantido.
Nos bastidores, a legenda admite Cristina Graeml como candidata a vice-governadora ou deputada federal, mas resiste à hipótese de uma disputa direta com Curi pela vaga ao Senado.
A tensão abre espaço para o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, que busca consolidar uma candidatura própria ao Governo do Paraná pelo MDB. Caso o Republicanos se afaste do projeto liderado pelo PSD, Greca poderá ganhar reforço político e ampliar sua base de apoio.
Além do Republicanos, partidos como União Brasil, PP e Podemos acompanham atentamente as negociações, o que aumenta a preocupação do Palácio Iguaçu com possíveis desdobramentos na composição da base governista.
Para Sandro Alex, o cenário representa um desafio adicional na construção de sua candidatura, já que a manutenção da unidade entre os partidos aliados será fundamental para fortalecer o projeto de continuidade do grupo político de Ratinho Junior.
Com as convenções partidárias se aproximando, previstas entre julho e agosto, cresce a pressão por definições sobre a composição das chapas majoritárias. Enquanto isso, Rafael Greca observa a movimentação e pode se tornar o principal beneficiado caso ocorram fissuras na base governista.
Embora não exista anúncio oficial de rompimento, o episódio evidencia as disputas internas por espaço e influência dentro do grupo que hoje sustenta o governo estadual, tornando a sucessão paranaense cada vez mais movimentado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário